Junto com as declarações e esclarecimentos, Chioro entregou uma cópia do termo de cooperação entre Brasil e Cuba, intermediado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), para os parlamentares da bancada de oposição que se queixavam da falta de informações sobre o sistema de contratação dos médicos cubanos.
As principais críticas da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara vieram do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). Para ele, a Organização é uma forma de burlar direitos trabalhistas, apresentando que o próprio Tribunal de Contas da União (TCU) não é transparente na destinação dos valores do contrato com o país.
“A Opas é ‘gato’, é navio negreiro. Ela é uma forma de fugir da transparência”, questionou Caiado.
Em resposta, o ministro afirmou: “os funcionários públicos do Estado cubano são pagos diretamente pelo governo deles. É assim em qualquer país, e esta contratação, via Opas, é perfeitamente legal com base em leis aprovadas pelo Congresso Nacional”, também anunciando que o salário desses profissionais [cubanos] será reajustado para R$ 3 mil.
Sobre as divulgações de insatisfações dos médicos de Cuba, Arthur Chioro apresentou os dados: de todos os profissionais que deixaram o Mais Médicos, 79 são brasileiros e somente 7 cubanos – representando uma desistência de 0,09% em relação ao total.
O ministro da Saúde também informou que tráfico de pessoas não é o caso dos profissionais cubanos no programa, e abordou sobre a realidade da saúde e da formação de médicos brasileiros: “em anos como professor, tive um aluno negro e cinco filhos de operários. Se sou de uma aldeia ou do interior, tendo mais a voltar lá para promover uma mudança social”, disse Chioro.
Também nesse aspecto de graduação, Chioro defendeu que todos os formandos em medicina sejam obrigados a fazer um ano de residência em medicina da família, antes das demais especializações, para que conheçam melhor a realidade da população.
qui, 20/03/2014 - 15:18 - Atualizado em 20/03/2014 - 15:32
[http://jornalggn.com.br/noticia/ministro-da-saude-critica-formacao-de-medicos-no-brasil]
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