quinta-feira, 20 de março de 2014

Ministro da Saúde critica formação de médicos no Brasil

Jornal GGN - “Os 11.361 médicos cubanos foram para os mais de 3 mil municípios para onde nem os profissionais brasileiros, nem os médicos dos demais países tiveram interesse de ir”, disse o ministro da Saúde Arthur Chioro para os deputados que questionaram o programa Mais Médicos.
Junto com as declarações e esclarecimentos, Chioro entregou uma cópia do termo de cooperação entre Brasil e Cuba, intermediado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), para os parlamentares da bancada de oposição que se queixavam da falta de informações sobre o sistema de contratação dos médicos cubanos.
As principais críticas da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara vieram do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). Para ele, a Organização é uma forma de burlar direitos trabalhistas, apresentando que o próprio Tribunal de Contas da União (TCU) não é transparente na destinação dos valores do contrato com o país.
“A Opas é ‘gato’, é navio negreiro. Ela é uma forma de fugir da transparência”, questionou Caiado.
Em resposta, o ministro afirmou: “os funcionários públicos do Estado cubano são pagos diretamente pelo governo deles. É assim em qualquer país, e esta contratação, via Opas, é perfeitamente legal com base em leis aprovadas pelo Congresso Nacional”, também anunciando que o salário desses profissionais [cubanos] será reajustado para R$ 3 mil.
Sobre as divulgações de insatisfações dos médicos de Cuba, Arthur Chioro apresentou os dados: de todos os profissionais que deixaram o Mais Médicos, 79 são brasileiros e somente 7 cubanos – representando uma desistência de 0,09% em relação ao total.
O ministro da Saúde também informou que tráfico de pessoas não é o caso dos profissionais cubanos no programa, e abordou sobre a realidade da saúde e da formação de médicos brasileiros: “em anos como professor, tive um aluno negro e cinco filhos de operários. Se sou de uma aldeia ou do interior, tendo mais a voltar lá para promover uma mudança social”, disse Chioro.
Também nesse aspecto de graduação, Chioro defendeu que todos os formandos em medicina sejam obrigados a fazer um ano de residência em medicina da família, antes das demais especializações, para que conheçam melhor a realidade da população.
qui, 20/03/2014 - 15:18 - Atualizado em 20/03/2014 - 15:32
[http://jornalggn.com.br/noticia/ministro-da-saude-critica-formacao-de-medicos-no-brasil]

Mais Médicos atinge meta de atendimento do programa

Com a 4ª etapa, programa levará mais 13 mil médicos para municípios brasileiros, ampliando atendimento para 45,6 milhões de pessoas
 
O Mais Médicos encerra seu quarto ciclo de seleção com o atingimento da meta de levar mais 13.235 profissionais às unidades básicas de saúde dos municípios que aderiram ao programa até o primeiro trimestre deste ano, com ampliação do atendimento a 45,6 milhões de brasileiros. O desempenho foi possível graças à entrada de mais profissionais brasileiros e estrangeiros por meio da cooperação individual e do acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), que permitiu a atuação de médicos cubanos no Brasil.
No quarto ciclo, entram no programa 192 profissionais com diplomas emitidos por instituições brasileiras ou por elas revalidados e 204 intercambistas, ou seja, com exercício profissional reconhecido em outros países. Além destes, começam a chegar ao Brasil, a partir desta quarta-feira (5), mais quatro mil médicos cubanos.
Atualmente, os 9.425 médicos que integram o programa estão distribuídos em 3.241 cidades e 32 distritos indígenas. Parte desse grupo, pouco mais de 2.000 que fazem parte do terceiro ciclo, ainda está finalizando o processo de avaliação e deve iniciar o atendimento nos municípios em março. O programa, com esse total, atinge quase 33 milhões de brasileiros e contempla mais de 70% da demanda por médicos apontada pelos municípios.
Novo Termo de Ajuste
Os 4.000 profissionais cubanos do quarto ciclo chegarão, a partir desta quarta-feira (5), a seis cidades brasileiras – Gravatá (PE), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Guarapari (ES), Fortaleza (CE) e São Paulo (SP), onde vão cursar o módulo de acolhimento e avaliação do programa junto com os demais estrangeiros.
A chegada deste novo grupo e a manutenção dos demais médicos que vieram ao Brasil por meio de cooperação entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) será viabilizada por um novo termo de ajuste deste acordo. O documento prevê investimento de R$ 973,94 milhões nos próximos seis meses, sendo 86% do valor previsto para os gastos diretos com o profissional, como o pagamento da bolsa-formação e da ajuda de custo de instalação. O aumento no valor se deve à presença de 11.400 médicos.
O novo termo, cujo extrato foi publicado no Diário Oficial da União nessa quarta-feira (5), segue o mesmo padrão do anterior, cujo cálculo de recursos considerou o pagamento de passagens, ajuda de custo e bolsa de formação mensal com base nos mesmos valores estipulados para os demais participantes do programa, sejam eles brasileiros ou estrangeiros. Além disso, o valor repassado à OPAS cobre os gastos como curso de acolhimento e avaliação de três semanas obrigatório a todos os participantes com diplomas do exterior, como hospedagem, alimentação, estrutura física e equipamentos.
Na última semana, o Ministério da Saúde anunciou aumento do valor da bolsa recebido no Brasil pelos médicos cubanos, que passou para U$ 1.245, o equivalente a R$ 3 mil por mês. Este reajuste é resultado de articulação do governo federal brasileiro ao longo dos últimos meses junto à OPAS e ao governo de Cuba. O valor toma como parâmetro a bolsa para aos médicos residentes no Brasil, de R$ 2.976 brutos.
O reajuste da bolsa repassado diretamente pelo governo de Cuba para os médicos será realizado sem qualquer custo adicional para o Brasil, mantendo o valor de referência de R$ 10,4 mil mensais por profissional. 
As regras gerais adotadas entre o Brasil, a OPAS e o governo de Cuba para a realização do Mais Médicos seguem o mesmo padrão das demais cooperações realizadas por Cuba em 63 países para o provimento de profissionais de saúde.
Mais Médicos
Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do País e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.
Os profissionais do programa recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.
Fonte: Ministério da Saúde
por Portal Brasil publicado: 05/03/2014 11:03 última modificação: 06/03/2014 17:33 

Ministro apresenta balanço do Mais Médicos a deputados

Parlamentares esclareceram dúvidas quanto ao funcionamento, investimento e número de profissionais do programa que já conta com 9,5 mil médicos


O ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou nesta quarta-feira (19), em audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, um balanço do Programa Mais Médicos. O ministro atendeu ao convite da Casa para esclarecer dúvidas e debater o funcionamento do Programa, que tem como objetivo suprir a carência de médicos no interior do país, em periferias das grandes cidades e em áreas pobres, além de aprimorar a formação desses profissionais.
Chioro detalhou os eixos e as metas do Programa, apresentou números recentes relativos à atuação dos profissionais em todo o país e detalhou aspectos da cooperação do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), por meio da qual o Brasil vem recebendo médicos cubanos para suprir as vagas ociosas apontadas pelos municípios.
O ministro explicou aos parlamentares que o Mais Médicos é composto por medidas emergenciais – como a vinda de médicos de outros países para cobrir a demanda de municípios que apresentam déficit de profissionais – e de medidas estruturantes, que terão resultados no longo prazo, como a abertura de mais vagas em cursos de medicina e a expansão da graduação de medicina, obedecendo a critérios de relevância e necessidade social.
“É importante que fique claro que o esforço que o governo federal vem fazendo, junto com estados e municípios, não é só de provimento de médicos, mas sim de fazer as melhorias estruturais que o país precisa”, disse Chioro.
Na audiência, o ministro também apresentou casos em que o Programa vem sendo notadamente bem sucedido. Entre os exemplos, foram citadas as cidades de Cáceres, no Mato Grosso, e Boa Vista, em Roraima, cidades que ampliaram consideravelmente o atendimento à população.
“O município de Cáceres (MT), hoje, passa a contar com 11 médicos do programa e conseguiu pela primeira vez completar uma equipe de saúde da família. Em Boa Vista (RR), temos a capital do estado, hoje, com 54 médicos do programa. Temos o exemplo de Marliéria (MG), no Vale do Aço, onde depois de oito meses sem presença do médico, passou a ter profissionais do Programa”, detalhou.
Atualmente, os 9.501 médicos que integram o programa estão distribuídos em 3.101 cidades e 32 distritos indígenas. Com esse total, o programa atinge quase 33 milhões de brasileiros e contempla mais de 70% da demanda por médicos apontada pelos municípios. Esses profissionais foram selecionados no primeiro, segundo e terceiro ciclos de seleção. Com o quarto ciclo, haverá mais de 13 mil profissionais do Mais Médicos atuando nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios que aderiram ao programa – meta estabelecida para até o primeiro trimestre deste ano –, com ampliação do atendimento a 45,6 milhões de brasileiros.
Na audiência, o ministro falou ainda sobre as medidas recentes implementadas para monitorar e aprimorar o Programa, que resultaram na regularização da situação de municípios quanto à oferta de moradia e alimentação.
Fonte: Ministério da Saúde
por Portal Brasil publicado: 19/03/2014 20:40 última modificação: 19/03/2014 20:40 

sexta-feira, 7 de março de 2014

'Falta amor', diz cubana que completa um mês de Mais Médicos no RS

Matéria e foto de Caetanno Freitas, no portal G1 RS, em 23/01/2014
 
Desde dezembro, Lourdes Mann atende pacientes no município de Cristal. Em entrevista, médica relata experiências e impressões sobre o estado.

Enriquecer não está entre as prioridades da doutora cubana Lourdes Richardson Mann, selecionada para atuar pelo programa Mais Médicos em Cristal, no Rio Grande do Sul. Especialista em atenção primária à saúde, a médica da terra de Fidel Castro cede 90% do seu salário mensal a Cuba e ao governo brasileiro e, mesmo assim, tem a convicção de que pode viver bem com cerca de R$ 1.000 no pequeno município da Região Sul, de pouco mais de 7,6 mil habitantes, sua nova casa pelos próximos três anos. Nascida em Caimanera, província de Guantánamo, Lourdes passa, aos 42 anos, a imagem de uma mulher segura, confiante e focada no objetivo de oferecer, pelas próprias mãos, saúde gratuita para a população mais carente, sem condições de pagar por uma consulta particular.
Em entrevista ao G1, Lourdes Mann fala sobre seu primeiro mês no país e suas impressões em um território bem diferente de sua origem socialista. “O Brasil vive um problema de falta de caridade humana. Falta amor ao próximo”, interpreta. Em relação à resistência da classe médica ao Mais Médicos, ela não demonstra tanto espanto. “Não vejo nada estranho nisso. É um programa novo, pouca gente conhece. Nós, cubanos, estamos preparados para isso. Não viemos para enriquecer, temos um conceito diferente, um conceito revolucionário. A vida vem primeiro”, diz.
A médica, mãe de três filhos, também relata a experiência vivida durante cinco anos na Venezuela, onde havia, à época, um programa semelhante ao que é realizado hoje no Brasil. O período na terra de Hugo Chávez ainda lhe ajudou a garantir a participação no programa brasileiro.
Antes mesmo de chegar ao país, já estava familiarizada com os costumes locais. Em Havana, onde morou por cinco anos entre uma viagem e outra, ouviu clássicos de Roberto Carlos e o embalo do samba de Alexandre Pires. Agora, nas horas vagas, além de falar com os filhos, tenta aprender a sambar. “A comida é muito boa. A música também. Ainda não escutei a música tradicional dos gaúchos. Gosto de samba. Minhas colegas do posto de saúde estão me ensinando a sambar. Isso quando não temos pacientes”, conta.
Abaixo, confira a entrevista com a médica cubana.
Você nasceu em Havana? Sempre pensou em fazer medicina?
Não nasci na capital, sou de Caimanera, província de Guantánamo. Estou em Havana há cinco anos. Ou melhor, estava. Agora vivo em Cristal (risos). Quando eu era criança, queria ser professora como minha mãe. Mas depois, com 18 anos, tive uma inclinação forte para a medicina, porque é uma carreira muito ampla, com várias possibilidades, muito humanitária. Estudei por seis anos até me formar como médica.
Por que existem tantos médicos em Cuba?
No meu país, existe uma preocupação muito grande com as pessoas, com o povo cubano. Todos cuidam de todos. Acho que a medicina tem esse poder de ajudar as pessoas. Gosto de ajudar as pessoas. Por lá, a maioria pensa assim. Existem muitos médicos formados em Cuba com foco na atenção básica. Não me imaginaria, com a minha cor de pele, negra, cursando medicina em outro país. No Brasil, vocês têm cotas...
O que mais você sabe sobre a saúde e a educação no Brasil?
Conheço muito pouco sobre a educação daqui. Sei muitas coisas sobre o lado da saúde. Alguns dias atrás, por exemplo, atendi uma criança com suspeita de apendicite, algo grave, portanto. Me orientaram a ligar para o hospital mais próximo para saber se eles tinham vaga para internar aquela criança. Em Cuba, casos como esse não precisam de formalidades, de pedidos, para internação de urgência. Encaminhamos o hospital e o atendimento é feito na hora porque ela não pode esperar. Corre riscos... Pedir permissão para internar em casos de urgência? Isso não existe por lá. Fiquei sabendo que pessoas entram na Justiça para conseguir um leito aqui. É um absurdo. O Brasil vive um problema de falta de caridade humana. É isso que falta para as pessoas. Falta amor ao próximo.
Como o Mais Médicos chegou até você? Qual é sua experiência profissional?
Tenho mais de 10 anos de experiência em atenção básica à saúde. Em Havana, trabalhava em um consultório, em uma policlínica, como chamamos em Cuba. Os hospitais são atenção secundária, assim como aqui. As policlínicas são primárias, preventivas. Eles estavam procurando pessoas com esse perfil para vir ao Brasil. O programa chegou em Cuba há mais ou menos um ano. Mas foi uma coisa voluntária, uma opção que fiz, porque já tinha realizado uma missão na Venezuela e ter experiência anterior em outro país era um dos requisitos para se candidatar.
Missão na Venezuela?
Passei cinco anos da minha vida lá, entre 2004 e 2009. Estive em Bolívar e Caracas. Não faz tanto tempo assim. Chavez tinha muitas ideias liberais semelhantes ao que se vê hoje em dia em Cuba. A igualdade, a vontade de eliminar a pobreza, de dar saúde a todos e educação ao povo. Vi programas de habitação para comunidades carentes, centros de diganósticos integrados, supermercados, tudo voltado à população pobre. Foi uma experiência marcante. Quando terminei minha missão na Venezuela, me mudei para Havana. Tive a possibilidade de comprar um apartamento e fui para a capital. Tenho uma irmã que também vive lá, e ela se sentia muito sozinha.
E como foi a preparação montada para os cubanos que chegaram ao Brasil em dezembro?
Éramos mais de 200 médicos. Fizemos uma escala em Manaus e depois fomos a Vitória. Participamos de um curso para aprender português durante 21 dias. Aprendemos também sobre o sistema de saúde (SUS), como as coisas funcionam por aqui. Foi uma passagem tranquila, muito boa. Lá definiram o destino de cada um de nós. Essa parte não foi opcional porque ninguém conhecia o país, então não importava muito para onde iríamos.
Você tem alimentação e habitação assegurada?
Quando cheguei aqui no Cristal já tinha um apartamento me esperando, com cozinha, banheiro, um quarto e uma sala. Está bom. Fizemos um acordo com o governo, onde doamos mais da metade do dinheiro que recebemos para o povo cubano. Ficamos com mil reais, que é o suficiente. Cuba fica com os R$ 10 mil e distribui ao governo brasileiro e me manda a minha parte. Também recebemos ajuda com alimentação, dá uns R$ 500 por mês. Para mim é o suficiente, não quero enriquecer. Quero ajudar as pessoas daqui.
Como você está se sentindo? As pessoas lhe tratam bem?
Estou feliz. Todos me receberam muito bem. Dizem que sou bem-vinda. Todos por aqui são muito hospitaleiros, receptivos. No posto de saúde, todos colaboram comigo, precisam ter paciência por causa do português. Ainda estou aprendendo. Tenho muito apoio da prefeitura também e de toda comunidade.
Do que você está gostando mais?
A comida é muito boa. Muito parecida com a de Cuba. A música também. Ainda não escutei a música tradicional dos gaúchos. Gosto de Roberto Carlos, Alexandre Pires… Gosto de samba. Minhas colegas no posto de saúde estão me ensinando a sambar. Isso quando não temos pacientes…
A maior dificuldade é o idioma?
Ah, com certeza. Eu tenho me esforçado, aprendemos muita coisa lá em Vitória. Disseram que tínhamos de aprender rápido, mas é difícil. Sei de alguns médicos cubanos que vieram para cá, ao Brasil, e pediram para voltar porque não conseguiram aprender. Vocês falam muito rápido (risos). Mas a comunicação é fundamental. Vou aprender, é questão de tempo.
Você tem filhos? Como faz para fazer contato com sua família?
Sim, tenho três filhos, todos homens. Falo com eles pela internet. Ernesto, 10 anos, Roberto, 16, e Rafael, 18. Meu pai, minha mãe e duas irmãs também estão lá. Eu não pensava em sair de Cuba mais uma vez. Não queria mais. A família entendeu quando decidi, os filhos maiores também. O pequeno não. Ele não entende, sempre vai necessitar de sua mamãe por perto.
Existe alguma dificuldade com a classe médica? Quando vocês, cubanos, chegaram ao Brasil, houve uma reação por parte dos médicos brasileiros contrários ao programa.
Não vejo nada estranho nisso. É um programa novo, pouca gente conhece. Nós, cubanos, estamos preparados para isso. Não viemos para enriquecer, temos um conceito diferente, um conceito revolucionário. A vida vem primeiro. O restante é secundário. A riqueza, a casa, o conforto, o glamour, tudo isso é secundário. Mas estamos preparados para essa resistência. Desde que não aconteça nada que me ofenda, que me agrida… Na Venezuela, houve resistência também. A situação era igual. Os médicos venezuelanos não queriam colaborar com os cubanos...


[original em: g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/01/falta-amor-diz-cubana-que-completa-um-mes-de-mais-medicos-no-rs.html?fb_action_ids=695257717180438&fb_action_types=og.recommends&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582]


 

CONSELHO DE MEDICINA DIZ QUE NÃO SABE QUE MÉDICOS COBRAVAM POR FORA PARA OPERAR PACIENTES DO SUS

1) Entrei no site do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul e perguntei: "O que o Cremers fará em relação aos dois médicos do Hospital Centenário, de São Leopoldo, que extorquíram pacientes, com cobrança ilegal para procedimentos médicos pelo SUS?"

2) A "resposta" do Dr. isaias Levy, primeiro-secretário do Cremers: "Há a necessidade de identificação dos denunciados de maneira formal. Pode ser encaminhada denúncia informando nomes dos médicos, número de CRM, local e data onde aconteceram as cobranças, etc. De posse desses dados tomaremos as providências cabíveis".

Não é uma gracinha? Vai acabar deixando as tartarugas fugirem.

3) Respondi: "Caro Isaias Levy, a denúncia está nos jornais e na TV. Levante o tapete e aja! "http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/02/hospital-do-rs-afasta-medicos-por-cobrarem-de-pacientes-do-sus.html".

E ainda tem parente e ex-amigo que fica brabo comigo porque digo que a Máfia de Branco é uma cápsula de auto-proteção...

As corporações são tudo o que de ruim há contra a sociedade.